http://boletim.mdt.org.br/portal/SiteAssets/BnnrBltmaprvd1903.jpg
Número 153-Março 2019

Nesta Edição

O Instituto MDT realizará sua 4ª Assembleia Geral e a 7ª Reunião do Conselho Diretor no dia 29 de abril no Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo
p
No dia 29 de abril de 2019, das 13 às 19 horas, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), localizada à Rua Genebra, 25, 2.º andar, Bela Vista, em São Paulo/SP, serão realizadas a 4ª Assembleia Geral do Instituto MDT e a 7ª Reunião do Conselho Diretor do Instituto MDT.
 

p
A pauta do encontro apresenta os seguintes itens: 1) Balanço das Ações Políticas e Financeiras de 2018; 2) Análise e Aprovação das Contas do Exercício 2018; 3) Diretrizes para o ano de 2019; 4)Plano de Gestão; e 5)Assuntos Gerais.

p
Ler em página de impressão
Lançado o documento ‘Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil’, assinado pela ANTP, FNP, NTU e Fórum de Secretários, com apoio do Instituto MDTO diretor nacional do Instituto MDT, Nazareno Stanislau Affonso e o secretário executivo Wesley Ferro acompanharam em Brasília/DF, nos dias 21 e 22 de março de 2019, a 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana. Na ocasião, foi apresentado e debatido o conteúdo do documento 'Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil', assinado pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU) e Fórum de Secretários. Esse documento tem o apoio do Instituto MDT. Em 25 de março de 2019 o secretário nacional do Instituto MDT participou da 75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), ocasião em que aquela entidade nacional recebeu solenemente a publicação 'Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil'. O presidente da Frente, Jonas Donizette, prefeito de Campinas, fez a abertura da plenária de prefeitos destacando a importância da ANTP no cenário da mobilidade urbana e do transporte coletivo nacional. Participou da sessão o secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, do Ministério da Integração Regional, Jean Carlos Pejo.Ler em página de impressão
Três arquivos com apresentações 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana.Veja três arquivos com apresentações feitas durante a 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana. Uma das apresentações é sobre o Plano de ação da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos do Ministério do Desenvolvimento Regional para 2019 e foi feita pelo secretário nacional Jean Carlos Pejo. Outra apresentação, a cargo da União dos Ciclistas do Brasil (UCB), entidade integrante do Conselho Diretor do Instituto MDT trata da inclusão a bicicleta no sistema de mobilidade urbana, com prioridade, qualidade e segurança, através dos Planos de Mobilidade Urbana. A terceira, a cargo da WRI Brasil, trata do tema Ruas Completas na Legislação Brasileira. Ler em página de impressão
Workshop levanta ideias sobre a descarbonização da mobilidade urbana no Brasil a partir da visão de que atua nesse setor. O Instituto MDT participou.Teve pleno êxito o workshop Descarbonização da Mobilidade Urbana no Brasil, realizado em 21 de março de 2019, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.O encontro foi organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), o Observatório do Clima e o GT Infraestrutura, que se empenham na formulação de uma proposta para a descarbonização da economia do país até 2050, considerando três vertentes: geração de energia elétrica, indústria e transportes. Aberto apenas a especialistas convidados, o workshop de 21 de março buscou identificar caminhos para a descarbonização a partir da visão de organizações da sociedade e que atuam na área de transporte e mobilidade urbana. O Instituto MDT participou representado por seu diretor nacional, Nazareno Stanislau Affonso, e por Renato Boareto, membro do Conselho Diretor e que é um dos articuladores da iniciativa do workshop e um dos expositores, ao lado do diretor-presidente do IEMA, André Luís Ferreira. Ler em página de impressão
Na 6ª Semana UITP América Latina os destaques foram as apresentações sobre o conceito MaaS (Mobilidade como um Serviço) e um painel a respeito do ônibus sob demandaApresentações sobre o tema 'Ônibus sob demanda' e a respeito do conceito 'Mobilidade como um Serviço' (ou MAAS, sigla que resume a expressão em inglês Mobility as a Service) compuseram parte significativa da 6ª Semana UITP América Latina, promovida pela União Internacional de Transportes Públicos, Divisão América Latina (UITP/DAL) no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, no período de 18 a 20 de março de 2019. Outras sessões debateram Bilhetagem e gestão tarifária, Proteção de dados e ciber segurança e Planejamento Inteligente – Integração da Mobilidade. Ler em página de impressão
Conselheira do Instituto MDT é eleita para o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte de São Paulo (CMTT)Integrante do Conselho Diretor do Instituto MDT, a arquiteta e urbanista Meli Malatesta foi eleita suplente na representação da pessoa idosa no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte de São Paulo (CMTT). O anúncio foi feito em 20 de março de 2019. Nas redes sociais ela agradeceu os votos recebidos no pleito. Ler em página de impressão

.

Lançado o documento ‘Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil’, assinado pela ANTP, FNP, NTU e Fórum de Secretários, com apoio do Instituto MDTO diretor nacional do Instituto MDT, Nazareno Stanislau Affonso e o secretário executivo Wesley Ferro acompanharam em Brasília/DF, nos dias 21 e 22 de março de 2019, a 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana. Na ocasião, foi apresentado e debatido o conteúdo do documento 'Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil', assinado pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU) e Fórum de Secretários. Esse documento tem o apoio do Instituto MDT.
 
Em 25 de março de 2019 o secretário nacional do Instituto MDT participou da 75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), ocasião em que aquela entidade nacional recebeu solenemente a publicação 'Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil'.
 
O dirigente do Instituto MDT também esteve presente em todas as outras sessões do dia, tendo acompanhado a exposição do ministro da Economia, Paulo Guedes, e a eleição da nova direção da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com recondução presidente, prefeito de Campinas/SP, Jonas Donizette, e a manutenção do prefeito de São José dos Campos/SP, Felício Ramuth, como vice-presidente de Mobilidade Urbana. Mais tarde, Nazareno participou da inauguração da nova sede da Frente Nacional de Prefeitos.
 
CINCO PROGRAMAS
 
O presidente da Frente, Jonas Donizette, prefeito de Campinas, fez a abertura da plenária de prefeitos destacando a importância da ANTP no cenário da mobilidade urbana e do transporte coletivo nacional. Participou da sessão o secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, do Ministério da Integração Regional, Jean Carlos Pejo.
 
Integrante da série Cadernos Técnicos da ANTP, a publicação 'Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil' foi elaborada pela ANTP com a colaboração do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) e da FNP.
 
O secretário executivo da ANTP, Luís Carlos Mantovani Néspoli, fez a apresentação do conjunto de propostas, explicando que elas estão estruturadas em cinco programas considerados essenciais para se construir um transporte público de boa qualidade, com transparência e preços acessíveis aos passageiros.
 
O primeiro programa se refere à qualificação da infraestrutura para o transporte público urbano por ônibus. O segundo diz respeito ao financiamento e custeio do transporte público coletivo urbano. A instituição de padrões de qualidade para o transporte público no país forma o cerne do terceiro programa. O quarto focaliza o transporte público como instrumento de sustentabilidade e desenvolvimento social, enquanto o quinto programa diz respeito à transparência no setor. Quanto a estas premissas, o Instituto MDT deve ter uma contribuição bem significativa pelo seu papel de articulação e de empoderamento dos Movimentos Sociais na questão de mobilidade urbana. Veja ao final desta matéria, a publicação completa e um vídeo de cinco minutos sumarizando as propostas.
 
Felício Ramuth, prefeito de São José dos Campos, vice- presidente da Frente Nacional de Prefeitos para o tema da Mobilidade, falou da importância deste documento para o fortalecimento do transporte público.
 
Nazareno Affonso aplaudiu a iniciativa de lançamento da publicação 'Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil'.
 
No dia 21 de março de 2019, o documento foi apresentado e discutido na 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana. O diretor nacional do Instituto MDT, que vinha acompanhando em varias reuniões do Fórum Nacional a elaboração desse documento, fez três ponderações sobre o documento. Ele recomendou que o texto explicite melhor o espaço de participação social, indo além das propostas de transparência; sugeriu que o documento avançasse para inserir uma proposta de inclusão e integração dos automóveis e, finalmente, propôs que se fizesse um esforço para que esse programa tenha uma interação com o transporte sobre trilhos, setor representado pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).
 
Nessa reunião houve a apresentação, pela União Nacional de Ciclistas (UCB), entidade integrante do Conselho Diretor do Instituto MDT, de pesquisa a respeito da inserção da bicicleta nos planos de mobilidade (veja link ao final desta matéria). Houve também apresentação do projeto Ruas Completas – WRI Houve também a apresentação do serviço City Bus 2.0, de Goiânia, da empresa HP Transporte, feita pelo empresário Edmundo Pinheiro, membro do Conselho Diretor do Instituto MDT. Trata-se de um serviço de transporte coletivo, complementar à rede pública de transporte (RMTC), diferenciado, flexível e sob demanda para atender as necessidades de deslocamento de curtas distâncias.
 
FÓRUM CONSULTIVO
 
O secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos fez uma exposição após a apresentação das propostas. Ele mostrou o organograma do novo ministério, a inserção da secretaria dentro dele e sua estruturação. Falou sobre a missão e os principais desafios e a prioridade ao transporte não motorizado e o estímulo ao transporte sobre trilhos e ao transporte sobre pneus nas cidades.
 
No campo metro ferroviário Jean Carlos Pejo anunciou o lançamento do RETREM, programa de financiamento para aquisição de frota metro ferroviária com condições ainda melhores do que as concedidas para a aquisição de novos ônibus prevista pelo programa análogo REFROTA.
 
O dirigente anunciou também a proximidade de lançamento do programa de seleção Avançar Cidades - Mobilidade Urbana/BNDES, em estudo com aquele banco de fomento, e a estruturação da CBTU e Trensurb para futura descentralização. Falou ainda de um limite adicional de até R$ 1 bilhão para projetos de sistemas sobre trilhos no âmbito do Programa Avançar Cidades.
 
Pejo também anunciou publicamente a constituição, no âmbito da Secretaria Nacional de Mobilidade e dos Serviços Urbanos, do Conselho Consultivo da Mobilidade, composto por secretários de Mobilidade e Transporte representando as cinco regiões brasileiras, ao lado de representantes da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos (ANPTrilhos), Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
 
O presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana e secretário de Transporte e Trânsito de Juiz de Fora/MG, Rodrigo Tortoriello fez um apanhado dos resultados 93ª Reunião do Fórum Nacional, realizada em Brasília, nos dias 21 e 22 de março, como parte da 75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos.
 
Rodrigo destacou o significado de uma maior aproximação com a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, via Conselho Consultivo, anunciado oficialmente. Ele também reclamou uma aproximação do Denatran com os prefeitos.
 
As entidades que produziram a publicação Construindo hoje o amanhã – Propostas para o Transporte Público e a Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil ressaltaram que prefeitos, secretários e legisladores municipais e suas entidades representativas têm uma contribuição a dar para que esses programas sejam efetivados por meio diferentes ações. Entre tais atividades estão a divulgação e mobilização política de seus pares e de governadores, a incorporação nos programas de trabalho como ação prioritária a atuação junto ao governo federal para incorporação das propostas nos programas federais, recomendação a prefeituras sobre a priorização do transporte público coletivo no sistema viário e apoio às iniciativas legislativas necessárias à concretização do programa de financiamento do custeio.
 
INTERAÇÃO INSTITUCIONAL
 
Ao falar sobre a presença do Instituto MDT nos eventos conjuntos do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana e da Frente Nacional de Prefeitos, o diretor nacional do Instituto MDT assinalou: “Criado há quase três anos, depois de mais de dez anos de atuação como uma articulação, o Instituto MDT vem buscando intensificar a interação institucional com órgãos das três esferas de governo e outras organizações que tenham relação direta com o tema da mobilidade urbana e a questão ambiental. Nesse sentido, a presença nos encontros foi muito produtiva e significativa”.
 
Ele acrescentou que manteve contato com prefeitos e secretários de Mobilidade Urbana de diferentes regiões do país e que recebeu um convite do secretário nacional Jean Pejo para uma reunião a ser agendada oportunamente.
 

Voltar

.

Três arquivos com apresentações 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana.Veja três arquivos com apresentações feitas durante a 93ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana.
 
Uma das apresentações é sobre o Plano de ação da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos do Ministério do Desenvolvimento Regional para 2019 e foi feita pelo secretário nacional Jean Carlos Pejo.
 
Outra apresentação, a cargo da União dos Ciclistas do Brasil (UCB), entidade integrante do Conselho Diretor do Instituto MDT trata da inclusão a bicicleta no sistema de mobilidade urbana, com prioridade, qualidade e segurança, através dos Planos de Mobilidade Urbana.
 
A terceira, a cargo da WRI Brasil, trata do tema Ruas Completas na Legislação Brasileira.

Voltar

.

Workshop levanta ideias sobre a descarbonização da mobilidade urbana no Brasil a partir da visão de que atua nesse setor. O Instituto MDT participou.Organizadores e participantes consideraram que teve pleno êxito o workshop Descarbonização da Mobilidade Urbana no Brasil, realizado em 21 de março de 2019, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.
 
O encontro foi organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), o Observatório do Clima e o GT Infraestrutura, que se empenham na formulação de uma proposta para a descarbonização da economia do país até 2050, considerando três vertentes: geração de energia elétrica, indústria e transportes.
 
Aberto apenas a especialistas convidados, o workshop de 21 de março buscou identificar caminhos para a descarbonização a partir da visão de organizações da sociedade e que atuam na área de transporte e mobilidade urbana.
 
O Instituto MDT participou representado por seu diretor nacional, Nazareno Stanislau Affonso, e por Renato Boareto, membro do Conselho Diretor e que é um dos articuladores da iniciativa do workshop e um dos expositores, ao lado do diretor-presidente do IEMA, André Luís Ferreira.
 
Além do encontro em São Paulo, estão programados para os primeiros meses do ano outros três workshops com especialistas de diferentes setores da economia.
 
DOCUMENTOS PARA DEBATE
 
Os especialistas convidados a participar do workshop receberam previamente um conjunto de documentos com informações que orientariam os debates. Um dos mais significativos desses textos foi o estudo intitulado Brasil – Carbono Zero, o Caminho (White Paper Mobilidade Urbana), assinado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente e pelo escritório Renato Boareto Consultoria.
 
Nazareno Affonso afirma: “O documento Brasil – Carbono Zero é especialmente significativo por mostrar que, quanto à proposta de descarbonizar a economia do país, têm realce tanto o transporte de passageiros como o transporte de cargas, segmentos que consomem grande quantidade combustíveis fósseis e que, exatamente por essa razão, contribuem consideravelmente para as emissões de gases de efeito estufa no Brasil”. Esse documento está acessível por meio de link ao final desta matéria.
 
O dirigente do Instituto MDT chamou a atenção também para o documento Como falar sobre clima, elaborado com base em pesquisa preparada a pedido do Instituto Arapyaú e do Observatório do Clima, e que também pode ser acessado por meio de link ao final desta matéria.
 
Outros documentos que fizeram parte da discussão foram a Proposta Inicial de Implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (NDC), do Fórum Brasileiro da Mudança do Clima; Brasil Carbono Zero em 2060 – Relatório do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC) para a Presidência da República, de 2018; Nota Conceitual do workshop “Desafios para descarbonizar a mobilidade urbana no Brasil até 2050” – Projeto Descarbonizar 2050, de 2019, e o texto governamental brasileiro intitulado Pretendida contribuição nacionalmente determinada para consecução do objetivo da convenção-quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima.
 
Nazareno também assinalou que um aspecto que motiva o desenvolvimento da série de workshops e a busca de respostas e caminhos para o tema da descarbonização não está no fato de que “cada um deve fazer a sua parte” para salvar o planeta, mas justamente no contrário disso: a presença do carbono na sociedade e na economia é tão profunda e central e seu impacto ambiental é tão intenso e perverso que o problema tem que ser enfrentado um desafio de toda a sociedade, cujos diversos segmentos precisam se articular e encontrar um caminho que direcione uma ação pública de grande envergadura e intensidade a ser liderada pelo governo, com forte participação da sociedade.
 
O TRANSPORTE E O ALTO CONSUMO DE CARBONO
 
O documento Brasil – Carbono Zero mostra que, quanto às emissões de energia segundo a fonte e atividade geradora no ano de 2017, as emissões por queima de combustíveis respondiam por 406 milhões de toneladas, que equivaliam 94% do total; as chamadas emissões fugitivas (vazamentos e outras liberações involuntárias) respondem pelos outros 6%. Os combustíveis utilizados naquele ano foram os derivados de petróleo, com 298 milhões de toneladas (69%); gás natural, com 75 milhões de toneladas (17%); carvão mineral, com 25 milhões de toneladas (6%) e biomassa, com 13 milhões de toneladas (3%).
 
Ainda em 2017, o transporte foi o motivo do consumo de 209 milhões de toneladas (48%), a indústria consumiu 66 milhões de toneladas (15%), a geração de energia utilizou 59 milhões de toneladas (14%), a produção de combustíveis respondeu pelo consumo de 54 milhões de toneladas (13%), cabendo ao consumo residencial, comercial e público o emprego de 28 milhões de toneladas (7%) e à agropecuária, a utilização de 15 milhões de toneladas (3%).
 
PETRÓLEO E GASES DE EFEITO ESTUFA (GEE)
 
O estudo mostra também um quadro referente à distribuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do segmento de transportes no ano 2017. Esse quadro revela que 199 milhões de toneladas de GEE (95% do total) decorrem da queima de derivados do petróleo.
 
A distribuição dos combustíveis que geram emissões de GEE é a seguinte: o diesel mineral responde por 115 milhões de toneladas (55% do total); a gasolina automotiva gera 72 milhões de toneladas (34%); o querosene de aviação, 10 milhões de toneladas (5%) e o óleo combustível, com dois milhões de toneladas (1%). Os restantes 5% correspondem ao somatório da gasolina C (com adição de etanol anidro combustível), óleo diesel e álcool hidratado, com seis milhões de toneladas de GEE (3%), e ao gás natural, com quatro milhões de toneladas (2%).
 
Quanto aos segmentos do transporte responsáveis pelas emissões de GEE, 193 milhões de toneladas (92%) foram de responsabilidade do setor rodoviário. Desse total, 84 milhões de toneladas foram geradas por caminhões (40%); 21 milhões de toneladas, por ônibus (10%); 15 milhões de toneladas, por comerciais leves (7%), 67 milhões de toneladas, por automóveis (32%) e seis milhões de toneladas por motocicletas (3%). O setor aéreo, com aeronaves, emitiu 10 milhões de toneladas de GEE (5%).
 
Os setores ferroviário, com as locomotivas, e hidroviário, com as embarcações, responderam, cada um, pela emissão de três milhões de toneladas (1,5%). Quanto à função, o transporte de cargas respondeu em 2017 pela emissão de 105 milhões de toneladas de GEE (50,2%) e o transporte de passageiros por 104 milhões de toneladas de GEE (49,8%) do total.
 
ABORDAGEM A-S-I O documento Brasil – Carbono Zero assinala que, levando em conta a visão propalada pela Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), de que o transporte de passageiros é insumo estruturador do desenvolvimento econômico, social e ambiental das cidades, formou-se razoável consenso a respeito de medidas que devem ser colocadas em prática para a melhoria da mobilidade urbana e promover a descarbonização.
 
Essas medidas se enquadram na chamada Abordagem A-S-I (sigla formada pelas palavras em inglês Avoid (Evitar), Shift (Mudar) e Improve (Melhorar).
 
Quanto ao comando Evitar, propõe-se a articulação de todas as medidas de mobilidade urbana com o reordenamento do solo urbano, incluindo ideias como bairros autônomos e a perspectiva de redução de viagem motorizadas nas cidades.
 
Com relação ao comando Mudar, a idéia central diz respeito à migração das viagens para modos de transporte mais eficientes, sobretudo, a substituição do transporte individual motorizado pelo transporte público coletivo e pelo transporte ativo, para aumentar a eficiência dos deslocamentos.
 
Já quanto ao comando Melhorar, a intenção é ampliar a eficiência energética, a tecnologia veicular e o uso de combustíveis menos poluentes e fontes de energia renováveis nos deslocamentos remanescentes em modos motorizados.
 
QUE POLÍTICAS ADOTAR?
 
Um trecho do documento Brasil – Carbono Zero situa bem a questão: “Se há razoável consenso a respeito ‘do que fazer’ para a redução de emissões associadas à mobilidade urbana, no que diz respeito aos mecanismos e instrumentos de políticas públicas que devem ser utilizados (como fazer) os desafios não são desprezíveis, especialmente considerando a realidade socioeconômica do país e o fato de que quase todas as cidades brasileiras são planejadas predominantemente para receber e proporcionar as melhores condições possíveis de circulação a uma frota crescente de automóveis”.
 
Com base nesse raciocínio e no conhecimento de que o padrão de mobilidade urbana de uma cidade resulta de ações implementadas nas esferas governamentais federal, estadual e municipal, o workshop formulou três perguntas, cujas respostas contribuirão para a preparação de uma proposta de descarbonização.
 
As perguntas são: 1) Quais as premissas que devem ser adotadas para a elaboração de um roteiro de descarbonização, considerando os diferentes modos de transporte de um sistema de mobilidade urbana e seus efeitos? ; 2) Quais são as barreiras e os conflitos para a implementação das medidas, bem como as oportunidades e as formas de superação dos obstáculos? 3) Qual o conhecimento que precisa ser produzido para avançarmos na descarbonização da mobilidade urbana? (Análises, pesquisas, estudos, quantificações etc.). Os resultados do workshop serão divulgados oportunamente.
 

Voltar

.

Na 6ª Semana UITP América Latina os destaques foram as apresentações sobre o conceito MaaS (Mobilidade como um Serviço) e um painel a respeito do ônibus sob demandaApresentações sobre o tema Ônibus sob demanda e a respeito do contexto em que irrompe o conceito Mobilidade como um serviço (MAAS), sigla que resume a expressão em inglês Mobility as a Service compuseram parte significativa da 6ª Semana UITP América Latina, promovida pela União Internacional de Transportes Públicos, Divisão América Latina (UITP/DAL) no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, no período de 18 a 20 de março de 2019. Outras sessões debateram Bilhetagem e gestão tarifária, Proteção de dados e ciber segurança e Planejamento Inteligente – Integração da Mobilidade.
 
O encontro teve 174 participantes, de 12 países (Argentina, Alemanha, Bélgica, Brasil, Bolívia, Chile, El Salvador, Espanha, México, Rússia, Suíça e Uruguai), entre especialistas, empresários, pesquisadores e autoridades. Como parte do evento, aconteceu também a Reunião da Comissão de Tecnologia da Informação & Inovação da UITP.
 
A sessão de abertura, conduzida pelo presidente da Divisão América Latina da UITP, o engenheiro e professor brasileiro Jurandir Fernandes, teve a participação do secretário da UITP em nível mundial, Mohamed Mezghani, que, em outra sessão do encontro, proferiu a conferência intitulada Decodificando novas tecnologias para o público, em que evidenciou o papel digitalização para as transformações que redundaram na emergência de uma economia compartilhada no contexto da mobilidade urbana.
 
Participaram também da abertura Jean Carlos Pejo, secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, no Ministério do Desenvolvimento Regional; o secretário executivo Paulo José Galli, representando a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo; secretário-adjunto Antonio Rudnei Denardi, secretário adjunto da Secretaria de Mobilidade e Transporte de São Paulo; Rodrigo Tortoriello, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana, e Gabriel Bermúdez, secretário provincial de Transportes de Córdoba, Argentina.
 
MOBILIDADE COMO SERVIÇO (MAAS)
 
O conceito de Mobilidade como um serviço (MAAS), conforme definição da UITP, a que o secretário geral Mezghani fez alusão, pode ser descrito como uma plataforma digital integrada de mobilidade – viabilizada, sobretudo, pela disseminação de smartphones –, que congrega diferentes de recursos de mobilidade, alguns tradicionais e outros resultantes da própria recente digitalização: sistemas de transporte de uso coletivo e acesso público, como ônibus, trens, sistemas de VLT, metrôs, embarcações; sistemas coletivos de acesso privado, transporte para viagens compartilhadas ou fretadas; veículos de uso individual, como taxi, bicicletas, patinetes e carros alugados ou compartilhados e, mais os serviços de transporte sob demanda.
 
ÔNIBUS SOB DEMANDA
 
Da sessão que discutiu o Ônibus sob demanda, participaram, ao lado de outros especialistas, dois membros do Conselho Diretor do Instituto MDT: Edmundo de Carvalho Pinheiro, da operadora brasiliense HP Transportes, e Marcos Bicalho dos Santos, diretor da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU).
 
Alcançados pela queda generalizada e persistente na demanda em praticamente todo o país, os empresários brasileiros do transporte público de passageiros por ônibus entendem que o serviço de ônibus sob demanda tem o potencial de desestruturar as redes municipais e regionais, atendidas mediante contratos que impõem a universalização dos serviços, com rotas fixas, modicidade tarifária e continuidade da oferta, mesmo em áreas e horários com baixa demanda.
 
Marcos Bicalho afirmou que a questão do transporte sob demanda tem feito parte dos debates na NTU. Ele disse que o setor está apreensivo, porque, de modo geral, vigoram no país contratos rígidos e de grande duração para o transporte público por ônibus, situação que engessa a atuação dos operadores, que acabam se vendo sem muita condição fazer frente à flexibilidade do transporte demanda.
 
Os serviços sob demanda normalmente possibilitam a criação de rotas flexíveis, customizadas e a adoção de tarifas dinâmicas, que se elevam com o crescimento da demanda, deixando de ter o caráter social que, até constitucionalmente, no Brasil, o transporte público por ônibus deve assumir.
 
O dirigente da NTU apresentou números que demonstram a compreensão e a importância social e econômica do transporte público no Brasil: 50 milhões de pessoas transportadas diariamente por transporte público; desse contingente, 86% são transportados por ônibus. Há 3.313 cidades brasileiras que contam com serviço de transporte público co ônibus. São 1.800 empresas operando esse tipo de serviço, com aproximadamente 500 mil empregos diretos e 107 mil ônibus.
 
Bicalho reiterou que a política governamental de transporte desde há muito tempo é favorável aos automóveis. Mostrou que nos últimos anos o diesel utilizado nos ônibus municipais e metropolitanos teve aumento de 250% acima da inflação, enquanto a gasolina automotiva teve aumento menor, de 56,4% acima da inflação. Esse favorecimento ao transporte individual motorizado fez crescer o número dos automóveis nas cidades brasileiras trazendo como conseqüência a redução da velocidade comercial, outro fator a prejudicar e encarecer o desempenho dos ônibus.
 
Edmundo de Carvalho Pinheiro fez uma apresentação do novo serviço de sua empresa, o City Bus 2.0, descrito como transporte coletivo, complementar à rede pública de transporte, “diferenciado, flexível e sob demanda”, idealizado para atender as necessidades de deslocamento de curtas distâncias.
 
O empresário definiu a rede MAAS, sublinhando que os sistemas atuais deverão fazer parte dela. Diz ele na definição: “O futuro da mobilidade nas cidades será integrado por uma plataforma única, que deverá englobar o legado do transporte coletivo (ônibus e metrô) e os novos serviços de micromobilidade sob demanda, bem como scooters e bikes compartilhadas, os modos coletivos e individuais, públicos e privados, deverão ser conectados, consolidando assim a multimodalidade por meio de uma única rede diversificada de serviços de mobilidade urbana e no qual as pessoas deverão estar no centro deste ecossistema”.
 
Como conclusão, Edmundo de Carvalho Pinheiro colocou três pontos que contribuirão para construir este cenário. Primeiro, deverá haver colaboração entre os atores do transporte público (autoridades/operadores) e empreendedores privados de serviços de mobilidade. Um segundo ponto é que será necessário haver conectividade, integração tecnológica dos meios de transporte e dos canais de relacionamento com os clientes. O terceiro ponto, que ponderou que talvez seja o mais difícil, é ter clara definição dos papéis de cada agente para a transformação deste ecossistema, no qual indubitavelmente a espinha dorsal continuará cabendo ao “transporte público coletivo”.
 
Danilo Tamellini apresentou o serviço BusUp, descrito como rotas de ônibus privadas compartilhadas para ir ao trabalho, festivais ou destinos privados, criadas por algoritmos de agregação de demanda e comercializadas em plataformas dedicadas. E Victor Gonzaga mostrou a estruturação da plataforma UBus de ônibus sob demanda, que oferece ao usuário três tipos de serviço, configurados nos módulos Linha, Fretamento e VIP.
 
Veja ao final desta matéria arquivos PDF com as apresentações referentes às plataformas do City Bus 2.0, BusUP e UBus.
 

Voltar

.

Conselheira do Instituto MDT é eleita para o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte de São Paulo (CMTT)A arquiteta e urbanista Meli Malatesta, integrante do Conselho Diretor do Instituto MDT, foi eleita suplente na representação da pessoa idosa no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte de São Paulo (CMTT). O anúncio foi feito em 20 de março de 2019. Nas redes sociais ela agradeceu os votos recebidos no pleito.
 
Os conselhos de mobilidade são previstos pela lei federal 12.587, de 2012, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Em São Paulo, o conselho foi criado em 2013 pelo Decreto 54.058, de 1º de julho de 2013.
 
Esses organismos foram instituídos para aumentar a participação da sociedade civil nas sugestões das ações sobre o transporte e trânsito nas cidades.
 
Além da representação de pessoas idosas, foram eleitos representantes para as seguintes categorias: organizações não governamentais, ciclistas, juventude, meio ambiente e saúde, mobilidade a pé, movimento estudantil secundarista e movimento estudantil universitário, movimentos sociais, pessoas com deficiência. Para a categoria sindicato de trabalhadores não houve candidatos inscritos.
 
Também participam do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte de São Paulo (CMTT) representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET/SP) e da São Paulo Transportes S/A (SPTrans) e das empresas de ônibus.
 

Voltar