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Número 146-Agosto 2018

Nesta Edição

As recomendações do Instituto MDT para os futuros governantes e o Manifesto da 18ª Jornada Brasileira ‘Na Cidade, Sem Carro’
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A poucas semanas das eleições de outubro, quando o Brasil elegerá o próximo presidente da República, governadores e parlamentares do Congresso de das Assembleias Legislativas, o Instituto MDT emite um documento com recomendações para esses futuros mandatários, em que, essencialmente prega mobilidade sustentável e paz no trânsito.

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A ideia principal é: prioridade para a mobilidade sustentável e para a paz no trânsito significa garantir transporte como direito social, qualidade de vida, ambiente saudável e fomentar o desenvolvimento econômico.

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MANIFESTO DA 18ª JORNADA BRASILEIRA ‘NA CIDADE, SEM CARRO’

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Já o Manifesto da 18ª Jornada Brasileira ‘Na Cidade, Sem Carro’ novamente convida a uma reflexão sobre a necessidade da mudança do modelo de mobilidade baseado no uso excessivo de automóveis e, mais recentemente motos, que geram mortos e feridos no trânsito urbano e nas estradas, ampliam a poluição ambiental e sonora, com conseqüências para a saúde da população, e reduzem a eficiência do transporte de pessoas e de cargas nas cidades, com perdas significativas para a economia e para os cidadãos.

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O Manifesto convoca os cidadãos a deixarem as ruas repletas de PAZ NO TRÂNSITO, reduzindo as velocidades das vias urbanas, implantando FAIXAS EXCLUSIVAS, INFRAESTRUTURAS PARA BICICLETAS e Calçadas Acessíveis para que se tornem o espaço de construção de uma nova urbanidade e de uma nova vida com paz para os moradores das cidades.

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Acesse os dois documentos por meio dos links abaixo. Boa leitura!

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NAZARENO STANISLAU AFFONSO

Diretor Nacional do Instituto MDT

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WESLEY FERRO

Secretário Executivo do Instituto MDT

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Instituto MDT participou em julho da reunião da Coordenação do Fórum Nacional da Reforma UrbanaNos dias 30 e 31 de julho de 2018, na sede do Instituto Pólis, em São Paulo, o diretor nacional Nazareno Stanislau Affonso representou o Instituto MDT em reunião Coordenação do Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU). Na ocasião, o dirigente disse que, além de se articular com as entidades do FNRU, o Instituto MDT se articula com instâncias nacionais do setor, incluindo entidades de trabalhadores de Transporte, de empresários de ônibus e do setor metroferroviário, e com a ONG de Mobilidade Ativa e de pessoas com deficiência, e, ainda, entidades públicas como a Frente Nacional de Prefeitos e o Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana. Ele explicou que se se trata de uma agenda em torno do barateamento das tarifas e da defesa dos transportes coletivos e da mobilidade ativa e também com relação à paz no trânsito. E estamos engajados na iniciativa BRCidades.Ler em página de impressão
Instituto MDT propõe que ideia do Sistema Único de Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) faça parte do debate sobre financiamento e qualificação do transporte público urbanoO diretor nacional do Instituto MDT, Nazareno Stanislau Affonso, disse que a proposta de criação do Sistema Único da Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) precisa ser examinada como parte integrante do conjunto de soluções para financiamento, requalificação e fortalecimento dos serviços de transporte público urbano em todo o país, majoritariamente hoje prestado por sistemas de ônibus. A afirmação foi feita na Reunião Extraordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes públicos de Mobilidade Urbana, no dia 2 de agosto de 2018, no Transamerica Expocenter, em São Paulo.Ler em página de impressão
Em Seminário Nacional, NTU debate crise da mobilidade e apresenta a candidaturas à presidência da República propostas para melhorar o transporte público urbanoO Instituto MDT acompanhou no período de 31 de julho a 2 de agosto o desenvolvimento do Seminário Nacional NTU 2018 promovido pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) – entidade fundadora do Movimento MDT em 2003 e que se mantém parceira após a criação do Instituto MDT, em 2016. O presidente do Instituto MDT, Emiliano Affonso Neto; o diretor nacional, Nazareno Stansilau Affonso, e o secretário-executivo, Wesley Ferro Nogueira, acompanharam as sessões do seminário.Ler em página de impressão
Êxito marca a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, da AEAMESP, e eventos coligados. O Instituto MDT apoiou a iniciativa.No período de 21 a 24 de agosto de 2018 realizou-se a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, organizada pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e realizada na Universidade Paulista – UNIP, Campus Vergueiro, na cidade de São Paulo. O Instituto MDT apoiou institucionalmente e acompanhou a realização desse que é o principal congresso anual do setor no Brasil. O presidente do Instituto MDT, e diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, Emiliano Affonso, que presidiu a AEAMESP por três gestões e hoje integra o Conselho Consultivo da entidade, acompanhou a maior parte das sessões da própria 24ª Semana de Tecnologia e dos eventos coligados, realizados sob responsabilidade de entidades nacionais e globais.Ler em página de impressão
Promovido pela ANTP, I Encontro de Entidades do Sistema Nacional de Trânsito produz carta aberta com 23 recomendações sobre nove temasRealizado nos dias 30 e 31 de agosto de 2018 no auditório da Universidade Nove de Julho – Campus Vergueiro, em São Paulo, o I Encontro de Entidades do Sistema Nacional de Trânsito, promovido pela a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). No final, foi emitida mma carta aberta com 23 recomendações sobre nove temas referentes à organização, gestão e segurança do trânsito no Brasil; o Instituto MDT avalia que esse documento final não considerou todos os pontos fundamentais da questão e deverá se manifestar a respeito.Ler em página de impressão
Diretor nacional do Instituto MDT e professora da Universidade de Brasília debatem na CBN os desafios colocados para o próximo governador do Distrito FederalO diretor nacional do Instituto MDT, Nazareno Stanislau Affonso e professora da Universidade de Brasília (UNB) Maria Rosa Abreu participaram no dia 8 de agosto de 2018 de entrevista na CBN do Distrito Federal sobre o tema Desafios para o próximo governador: Transporte e Mobilidade.Ler em página de impressão
Conselho Diretor do Instituto MDT se reunirá na tarde de 20 de setembro, em São PauloEm 20 de setembro de 2018, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), reúne-se o Conselho Diretor do Instituto MDT. A pauta da reunião prevê os seguintes itens: 1) Inclusão de novos associados; 2) Eleições para o Conselho Diretor e Conselho Fiscal: Comissão Eleitoral e assuntos correlatos; 3) Informes sobre Finanças do Instituto MDT; 4) Assuntos GeraisLer em página de impressão
O companheiro de luta Miguel Lobato Silva Morreu em 19 de agosto de 2018, em decorrência de problemas cardíacos, o companheiro, fundador e membro do Instituto MDT e da Coordenação do Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU) Miguel Lobato Silva. No jornal Folha de S. Paulo publicou-se um texto que expressa sua grandeza de Miguel e a sua importância na luta pelo direito por moradia, que transcrevemos nesta edição.Ler em página de impressão

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Instituto MDT participou em julho da reunião da Coordenação do Fórum Nacional da Reforma UrbanaO diretor nacional Nazareno Stanislau Affonso representou o Instituto MDT em reunião Coordenação do Fórum Nacional da Reforma Urbana realizada nos dias 30 e 31 de julho de 2018, na sede do Instituto Pólis, em São Paulo.
 
Uma das deliberações do encontro foi a recomposição da Secretaria Nacional do Fórum Nacional da Reforma Urbana, que passou a ter a seguinte configuração: Getúlio Vargas (CONAM), Marcelo (CMP), Miguel (MNLM), Orlando Junior (Observatório das Metrópoles). Uma ONG deverá indicar mais um integrante para a Secretaria Nacional.
 
Ficou definida a realização de um levantamento completo das atividades e da agenda das organizações que integram o Fórum Nacional da Reforma Urbana. Também se decidiu que no Encontro Nacional de 2019 será feito o aprofundamento do debate sobre as questões relativas à identidade do Fórum Nacional da Reforma Urbana.
 
Outra decisão foi a elaboração de uma nota publica sobre o fim do Conselho Nacional das Cidades e sobre os retrocessos na política urbana.
 
Durante o encontro, quando as organizações foram instadas a sintetizar suas respectivas atuações, Nazareno Stanislau sumarizou o trabalho do Instituto MDT, definindo-o como a construção de uma agenda comum em torno da mobilidade. “Além de se articular com as entidades do FNRU, o Instituto MDT se articula com instâncias nacionais do setor, incluindo entidades de trabalhadores de Transporte, de empresários de ônibus e do setor metroferroviário, e com a ONG de Mobilidade Ativa, e entidades de Pessoas com Deficiência, e, ainda, entidades públicas como a Frente Nacional de Prefeitos e o Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana. Trata-se de uma agenda em torno do barateamento das tarifas, da luta pelo transporte como Direito Social e serviço essencial, da democratização do uso do sistema viário para faixas exclusivas de ônibus e para redes cicloviárias e de calçadas acessíveis, e da luta pela paz no trânsito entre outras . E estamos engajados na iniciativa BRCidades”.
 
Atividades para 2018. Quanto às atividades para o restante do ano de 2018, ficou decidido que será feita mais uma reunião da Coordenação, na primeira semana de novembro – nos dias 6 e 7 daquele mês. Será elaborado um relatório coletivo sobre o desmonte das políticas urbanas federais.
 
Outra iniciativa diz respeito à elaboração e difusão de artigos com as propostas e concepções do Fórum Nacional da Reforma Urbana para cidades justas e democráticas, com a abordagem de diferentes temas.
 
O primeiro texto terá como tema O direito à cidade no Brasil; será um artigo institucional, elaborado a partir do texto base aprovado no Encontro Nacional do Fórum Nacional da Reforma Urbana em 2017.
 
Em nome do Instituto MDT, Nazareno Stanislau e Getúlio Vargas propuseram inicialmente preparar um texto sobre o tema Ocupar as ruas com transporte coletivo e bicicletas – Prioridade do transporte coletivo sobre o transporte individual. Contudo, durante a reunião, sugeriram mudar para um outro texto, que está em fase de conclusão, e que terá por título Priorizar a Mobilidade Sustentável e a Paz no Transito e está sendo elaborado com base no Manifesto do Instituto MDT. Trata-se da contribuição do Instituto MDT ao Fórum Nacional da Reforma Urbana para as eleições, quanto ao tema da mobilidade urbana, e será publicado no Boletim do Fórum Nacional da Reforma Urbana e também na próxima edição de Movimentando..
 
Também serão abordados os temas O direito à cidade e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) , Moradia popular nas áreas centrais - Assistência Técnica, e Gênero, raça e o direito e a produção da cidade. Outros temas deverão ser agregados a esta lista inicial.
 
Participantes. Além do Instituto MDT, com Nazareno Stanislau, participaram da reunião da Coordenação do Fórum Nacional a Reforma Urbana (FNRU) em julho as seguintes organizações: Federação Interestadual de Sindicatos de Engenharia (FISENGE), com Ubiratan Felix; Movimento Nacional de Luta por Moradias (MNLM), com Miguel Lobato; Central de Movimentos Populares (CMP), com Marcelo Edmundo e Dito; Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), com Getúlio Vargas; União Nacional por Moradia Popular (UNMP), com Zezé e Evaniza Rodrigues; Instituto Pólis, com Nelson Saule e Henrique Frota; Observatório das Metrópoles, com Orlando Junior; Habitat para Humanidade, com Socorro Leite; ActionAid, com Lívia Salles; Direitos Humanos (CDES), com Karla Moroso; Conselho Federal do Serviço Social (CFSS), com Tânia Diniz; Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (CENDHEC), com Alexandre Pacheco, e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FNAE), com Ari Galvão.
 

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Instituto MDT propõe que ideia do Sistema Único de Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) faça parte do debate sobre financiamento e qualificação do transporte público urbanoAo participar no dia 2 de agosto de 2018, no Transamerica Expocenter, em São Paulo, de Reunião Extraordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes públicos de Mobilidade Urbana, o diretor nacional do Instituto MDT, Nazareno Stanislau Affonso, disse que a proposta de criação do Sistema Único da Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) precisa ser examinada como parte integrante do conjunto de soluções para financiamento, requalificação e fortalecimento dos serviços de transporte público urbano em todo o país, majoritariamente hoje prestado por sistemas de ônibus.
 
Nessa reunião, a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Fórum Nacional e os Fóruns Regionais de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana (Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul) e a Frente Nacional de Prefeitos combinaram de se reunir para discutir a formulação de um estudo técnico que sirva como elemento estruturador de uma proposta política para equacionar a questão do financiamento do transporte público urbano nas cidades brasileiras.
 
A ideia do estudo técnico foi levada à Reunião Extraordinária do Fórum Nacional, pelo superintendente da ANTP, Luiz Carlos Mantovani Néspoli.
 
Antes de Néspoli falar, o secretário executivo da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Gilberto Perre, havia pedido aos secretários a elaboração uma proposta concreta a ser oferecida aos prefeitos sobre o financiamento do transporte público urbano, para ser defendida politicamente em nível nacional e que, uma vez implantada, permita aos municípios enfrentar a questão da falta de recursos orçamentários para garantir a qualidade e a modicidade tarifária do transporte público urbano.
 
Durante a discussão ficou evidente que os secretários não acreditam que a implantação do Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (REITUP) , baseado em desonerações voluntárias e cujo projeto de lei está parado no Congresso, possa ser o caminho para garantir recursos aos sistemas de transporte público urbano.
 
Também foi questionada a efetividade da ideia de buscar recursos para o transporte público via uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) – seja com uma nova divisão da receita da CIDE sobre combustíveis, existente desde a virada do século, ou via uma nova CIDE, já proposta por meio de projeto de lei em tramitação, que autoriza os municípios a cobrarem um tributo sobre combustíveis automotivos em suas respectivas jurisdições, apoiada pela Frente Nacional de Prefeitos e denominada CIDE Verde ou CIDE Municipal.
 
Em sua participação, Nazareno Stanislau alertou para o fato de que entre entidades dos movimentos sociais e ONGs que atuam no setor cresce a simpatia pela ideia da tarifa zero ou do congelamento de tarifa. Acrescentou que tem procurado argumentar sobre viabilidade dessa ideia quanto à existência de recursos para financiamento e sobre as conseqüências para a operação e qualificação dos serviços. “Pergunto sempre: até a tarifa zero vir o que vai acontecer com a vida das cidades, do transporte? Tenho tido algum sucesso em estabelecer esse questionamento, mas, sem dúvida, é um debate complexo”.
 
Na sequência, o dirigente do Instituto MDT lembrou os secretários da existência da proposta de criação do Sistema Único da Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) , já apresentado aos membros do Fórum Nacional. “Temos defendido essa ideia e trabalhado para que seja feita uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara Federal, à espera de definição da data. Estamos com a proposta do SUM muito desenvolvida, não apenas quanto à concepção, mas também com relação a elementos que serão necessários para sua concretização, do que são exemplos um primeiro desenho da Lei Orgânica a ser aprovada e toda indicação da vinculação da futura lei com o Estatuto da Metrópole e com Lei da Mobilidade”.
 
Ele acrescentou que fez a intervenção para que os membros do Fórum Nacional pudessem verificar se a ideia do Sistema Único de Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) pode fazer parte da dinâmica de busca de soluções e saídas para o impasse sobre o financiamento e sustentação dos sistemas de transporte público nas cidades. “Entre outras qualidades, a proposta que estamos construindo prevê o estabelecimento de uma estrutura tripartite. Com isso, por exemplo, teremos um fundo para o transporte urbano e este Fórum Nacional de Secretário deixará de ser uma reunião de autoridades interessadas em se organizar em torno de problemas comuns, passando a constituir uma instância que levará suas opiniões e propostas para o Sistema Único da Mobilidade Urbana Sustentável”.
 
Nazareno Stanislau concluiu afirmando que, se o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana considerar que o tema deva ser aprofundado, o Instituto MDT estará pronto para uma apresentação técnica completa sobre a proposta do Sistema Único das Mobilidade Urbana Sustentável (SUM) .
 

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Em Seminário Nacional, NTU debate crise da mobilidade e apresenta a candidaturas à presidência da República propostas para melhorar o transporte público urbanoCom a participação do presidente Emiliano Affonso Neto; do diretor nacional, Nazareno Stansilau Affonso, e do secretário-executivo, Wesley Ferro Nogueira, o Instituto MDT acompanhou no período de 31 de julho a 2 de agosto o desenvolvimento do Seminário Nacional NTU 2018, promovido pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) – entidade fundadora do Movimento MDT em 2003 e que se mantém parceira após a criação do Instituto MDT, em 2016.
 
Nova feira internacional. O seminário aconteceu junto com a realização da primeira edição da LAT.BUS Transpúblico – Feira Latino-Americana de Transporte voltada para um amplo leque que envolve os segmentos urbano e metropolitano, rodoviário de longa distância, fretamento e turismo. Foram 80 expositores brasileiros e do Exterior, entre os quais fabricantes de chassis, encarroçadoras de ônibus, prestadores de serviço, empresas de transporte rodoviário, indústrias de tecnologia dedicadas a bilhetagem eletrônica e sistemas inteligentes de transportes. Os eventos aconteceram no Transamérica Expocenter. O seminário teve sala cheia em todas as sessões e a LAT.BUS Transpúblico recebeu aproximadamente 10 mil visitantes do Brasil e do Exterior.
 
Propostas da NTU. Na abertura do Seminário Nacional NTU 2018, foram divulgadas propostas da entidade para melhorar o transporte público no Brasil. O presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, reforçou a importância das proposições do setor para inserir o tema transporte público na agenda do futuro governo. “A nossa esperança é de que a mobilidade seja colocada na pauta”, disse o dirigente. O caderno com as propostas poderá acessado por meio de link ao final desta notícia.
 
Otávio Cunha esclareceu que o objetivo é também divulgar e discutir as propostas com setores diretamente ligados ao transporte público. Ele fez um quadro da atual situação do transporte público por ônibus no País, citando a grave perda de demanda de passageiros de ônibus no Brasil, que segundo ele, nos últimos 24 anos chegou a 50,3% dos usuários.
 
O dirigente ressaltou a importância de o poder público investir em transporte público por ônibus, citando dados dos custos sócio-econômicos oriundos das mortes, feridos e faltas ao trabalho, dos prejuízos materiais, gastos hospitalares e outros que dão a dimensão do quanto o Estado perde ao relegar o assunto a segundo plano.
 
Reforçando uma argumentação que é frequentemente utilizada pelo Instituto MDT em diferentes foros, Otávio Cunha assinalou os automóveis ocupam 75% do espaço viário urbano e transportam apenas 20% das pessoas. E destacou que carros e motos são responsáveis por 66% dos acidentes fatais enquanto os ônibus estão envolvidos em menos de 1% dos acidentes fatais e ocupam somente 20% do espaço viário. "Então por que não investir no transporte público? O que estamos esperando para economizar gastos públicos com saúde e destinar parte destes recursos economizados para custear o transporte público?", indagou. Segundo Cunha, pela ausência de políticas públicas de investimento no transporte público urbano, ele deixou de ser competitivo.
 
Representantes dos presidenciáveis. Na sequência do Seminário Nacional NTU 2018, representantes de candidatos à presidência da República participaram do painel intitulado E agora, Brasil? – Transporte Público, organizado pelo jornal Folha de S. Paulo em parceria com a NTU. Foram quatro os representantes presentes: Jilmar Tatto (PT), Jurandir Fernandes (PSDB), Tarcísio Gomes de Freitas (MDT) e Wagner Fajardo (PCdoB). Um denominador comum entre todos os representantes foi a necessidade de haver prioridade para o transporte público, melhorias na qualidade do serviço e novos investimentos em infraestrutura.
 
Meio ambiente, saúde e desenvolvimento social. Membro do Instituto MDT, Renato Boareto, especialista em planejamento da mobilidade urbana e meio ambiente foi o mediador do painel O Papel do Transporte público no alcance das metas brasileiras em meio ambiente, saúde e desenvolvimento social. A sessão buscou explicar como o setor de transporte público pode ajudar o Brasil a atingir metas globais nas as áreas de meio ambiente, saúde e sustentabilidade urbana, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e compromissos assumidos durante o evento da ONU chamado Agenda 2030.
 
Houve inicialmente uma apresentação de Cláudio Ribeiro, secretário Nacional Adjunto de Articulação Social da presidência da República e Secretário-Executivo Adjunto da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS) a respeito dos ODS e da Agenda 2030.
 
Na sequência, o assessor internacional em segurança viária da Organização Mundial da Saúde (OMS), Victor Pavarino, alertou para o aumento exponencial de mortalidade por acidentes de trânsito relacionada ao crescimento da motorização nos países em desenvolvimento, principalmente pelo crescimento da venda de motocicletas. As apresentações de ambos podem ser consultadas por meio de links ao final desta matéria.
 
O painel teve ainda a participação do diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), José Aurélio Ramalho, que, entre outros aspectos realçou a questão dos sobreviventes que ficam com seqüelas após os acidentes. "O grande problema está nas pessoas que sobrevivem, mas ficam com sequelas para resto da vida. Eles representam um alto custo social, sendo que hoje são quase de dois milhões de brasileiros".
 
Comunicação corporativa. A palestra de encerramento do primeiro dia do Seminário Nacional NTU 2018 teve como tema O caminho do diálogo - construindo relacionamentos com a sociedade, passageiros e funcionários. O especialista em comunicação e sócio-diretor da empresa FSB Comunicação, Flávio Castro, explicou como a comunicação corporativa é importante para o fortalecimento da imagem pública e da competitividade do setor de transporte público urbano.
 
 
Oficinas técnicas. O segundo dia do Seminário Nacional NTU 2018 foi dedicado à realização de oficinas técnicas, com três temas em foco: Sistema de pagamentos e novos negócios, O papel das ‘startups’ para a inovação no transporte público e um debate a respeito da matriz energética atual e futura do transporte público urbano, em sessão intitulada O que move o setor: Diesel x Híbrido/Elétrico.
 
Outros pontos da programação. Com sessões que aconteceram preliminarmente à abertura oficial do Seminário Nacional NTU 2018 abertas apenas a associados, houve o Encontro de Colégios da NTU.
 
Também integrou a programação a 22ª edição da tradicional solenidade de entrega da Medalha do Mérito do Transporte Urbano Brasileiro de 2018. Na ocasião foram homenageadas personalidades que se destacaram por significativas contribuições ao transporte público no País. A premiação tem três categorias: Empresário, Especial. e In Memoriam.
 

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Êxito marca a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, da AEAMESP, e eventos coligados. O Instituto MDT apoiou a iniciativa.O Instituto MDT apoiou institucionalmente e acompanhou a realização em São Paulo, no período de 21 a 24 de agosto de 2018 da 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, organizada pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e realizada na Universidade Paulista – UNIP, Campus Vergueiro, na cidade de São Paulo.
 
O presidente do Instituto MDT e diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, Emiliano Affonso, que presidiu a AEAMESP por três gestões e hoje integra o Conselho Consultivo da entidade, acompanhou a maior parte das sessões da própria 24ª Semana de Tecnologia e dos eventos coligados, realizados sob responsabilidade de entidades nacionais e globais.
 
Ao todo, no âmbito da 24ª Semana de Tecnologia, foram cinco painéis expositivos e de debates, duas conferências internacionais de abertura, 61 sessões com apresentações de trabalhos técnicos, a exposição Metroferr Lounge Experience 2018 e a realização da solenidade de entrega do 5º Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU.
 
Os eventos tiveram mais de 1.500 participantes inscritos, provenientes de diferentes regiões País, ligados a dezenas de empresas e entidades do setor, e também convidados do Exterior. Como tradicionalmente acontece, o público foi composto por engenheiros, arquitetos, técnicos, executivos, autoridades e agentes públicos, jornalistas, consultores e outros profissionais especializados.
 
As conferências internacionais versaram sobre projetos envolvendo trilhos e desenvolvimento urbano: os cases Spina Centrale (Turim) e Rive Gauche (Paris), que integraram metrô e ferrovia naquelas cidades.
 
Dois dos painéis da 24ª Semana celebraram e discutiram os 50 anos do Metrô de São Paulo, os 25 anos da CPTM, os 20 anos do MetrôRio e os cinco anos do metrô de Salvador.
 
Outros eventos se somaram à 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária: o XII Seminário Metroferroviário, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); o Seminário UITP – Melhores Práticas de Mobilidade Urbana Comunicação & Marketing, da UITP – Divisão América Latina; a 46ª Reunião do Grupo Permanente de Auto-Ajuda na Área de Manutenção Metroferroviária (GPAA) , e o II Seminário Infraestrutura de Transporte Ferroviário, que discutiu o transporte ferroviário de cargas.
 
Houve ainda um painel a respeito da atuação do ABNT/CB-006 – Comitê Brasileiro Metroferroviário, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que, neste ano, completa 50 anos de atividades.
 
Aconteceu também uma sessão sobre a possibilidade de inserção dos sistemas de VLT nas metrópoles, com a participação do arquiteto Ruy Ohtake. E uma exposição do especialista húngaro József Héri, diretor do Metrô de Budapest, fez uma apresentação a respeito desse sistema, que tem uma de suas linhas em operação desde 1898.
 
Os conteúdos das apresentações dos painéis e dos trabalhos técnicos estarão disponíveis no site da AEAMESP em setembro e poderão ser acessados livremente.
 
Esforço para um trabalho conjunto. Ao avaliar os resultados da 24ª Semana de Tecnologia e dos encontros coligados, o presidente da AEAMESP, engenheiro Pedro Machado, destacou que houve maior união de entidades nacionais e internacionais em favor da realização de um trabalho conjunto.
 
Em um trecho que realçou o significado da consolidação de políticas públicas firmes para o setor, frisou que muitas propostas para superação da crise permearam as discussões nestes quatro dias da 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, destacando ter ficado evidente a necessidade de ações para reequilibrar a matriz de transporte no Brasil.
 
O vice-presidente da AEAMESP e coordenador técnico da 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, engenheiro Dionísio Gutierres, agradeceu o empenho de todas as organizações envolvidas no encontro e das equipes da própria AEAMESP e afirmou que, na sua avaliação, o resultado técnico do encontro foi bastante positivo.
 
MANTER CONHECIMENTOS ACUMULADOS
 
O presidente do Instituto MDT, Emiliano Affonso, fez uma avaliação essencial da 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, assinalando que os tempos são ainda de dificuldades. “Não podemos nos distanciar do momento que estamos vivendo: um ano eleitoral, em que o país que está começando a dar os primeiros passos para sair de uma recessão, a qual segurou o desenvolvimento e estabeleceu um quadro ainda um tanto nebuloso a respeito de como vai ser o futuro. De todo modo, neste encontro da AEAMESP, um aspecto ficou bastante claro: o futuro do país passa pela melhoria da mobilidade e também pela melhoria das infraestruturas”.
 
Ele prosseguiu: “Estamos vivendo um instante em que precisamos gerar riquezas, gerar trabalho, gerar desenvolvimento, sobretudo para reduzir o desemprego. São treze milhões de desempregados. Se olharmos de uma maneira um pouco mais aberta, vamos ver que temos ainda muitos brasileiros que, além de desempregados, já nem procuram mais emprego ou aqueles que estão em subemprego. É um contingente muito alto, é algo muito pesado”.
 
Disse também que é clara a perda do poder aquisitivo da população e que o Estado está sem condições de investir, o que é exemplificado pelo fato de que em 2019 apenas 0,3% do PIB nacional será aplicado em investimentos, o que é muito pouco.
 
Para Emiliano Affonso, foi bem significativo o fato de a 24ª Semana de Tecnologia enfatizar a necessidade de uma mudança na forma como se encara a realidade e entender que investimento em transporte público, em mobilidade urbana, traz retorno econômico.
 
Ele realçou a capacidade de realização da engenharia brasileira e concorda que o Metrô de São Paulo – organização que abriga grande parte do saber metroferroviário brasileiros – seja um paradigma a ser preservado ao lado de outras organizações criadas no país há décadas e que geraram e continuam gerando oportunidades e soluções. “Um dos cuidados que precisamos ter é que o Brasil não perca os conhecimentos acumulados, em instituições como a Embrapa, a Petrobrás, a Embraer e o Metrô de São Paulo. Acho que saímos da 24ª Semana de Tecnologia com a missão de levar aos nossos candidatos ao Executivo e ao Legislativo propostas que ajudem a colocar o Brasil nos trilhos do crescimento e do desenvolvimento. E esse caminho, com certeza, passa pela melhoria do transporte público nas cidades, sua racionalização e a sua integração”.
 

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Promovido pela ANTP, I Encontro de Entidades do Sistema Nacional de Trânsito produz carta aberta com 23 recomendações sobre nove temasUma carta aberta com 23 recomendações sobre nove temas referentes à organização, gestão e segurança do trânsito no Brasil foi o principal resultado do I Encontro de Entidades do Sistema Nacional de Trânsito, promovido pela a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) nos dias 30 e 31 de agosto de 2018 no auditório da Universidade Nove de Julho – Campus Vergueiro, em São Paulo. O Instituto MDT acompanhou e apoiou a iniciativa.
 
O documento assinala que em 2018 o Código de Trânsito Brasileiro completou 20 anos e trouxe inegáveis avanços, mas ainda insuficientes para reduzir a violência no trânsito “a níveis civilizados”, com indicadores que se situam entre os piores do mundo.
 
As recomendações se referem a estes nove temas: 1) Autonomia e fortalecimento do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN); 2)Atuação do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN); 3)Política Nacional de Trânsito e o Plano de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS); 4) Formação das equipes técnicas dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito; 5) Comunicação com a sociedade; 6) Formação do condutor; 7)Tecnologia inteligente de gestão do trânsito, 8) Tecnologia veicular (itens novos para reduzir emissões de gases poluentes e ruídos e também no âmbito da segurança passiva e ativa dos componentes automotivos; 9) Recursos financeiros para implementação do Programa de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito.
 
Representaram o Instituto MDT no encontro a pesquisadora Rosimar Gonçalves e a arquiteta e urbanista Luiza Gomide, que iniciaram um processo de discussão do documento final do encontro. Num primeiro exame, ficou evidenciado que a carta aberta não contempla pontos significativos, como a segurança dos pedestres , a fiscalização pública eficiente, a impunidade dos infratores, o uso do transporte público como forma de redução da mortalidade e feridos e vários dispositivos consagrados na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12). O Instituto MDT deverá se manifestar a respeito do documento final no próximo informativo.
 
Na abertura do I Encontro de Entidades do Sistema Nacional de Trânsito, o presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires, reafirmou a importância do relacionamento entre todos os órgãos e entidades do setor para uma boa gestão do trânsito em todo o país e em prol da segurança viária. O evento teve bom público, com especialistas e autoridades procedentes de dezenas de cidades do país e de quase todos os Estados da Federação. A ANTP pretende publicar um caderno resumindo os sete painéis e as sessões especiais.
 

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Diretor nacional do Instituto MDT e professora da Universidade de Brasília debatem na CBN os desafios colocados para o próximo governador do Distrito FederalNo dia 8 de agosto de 2018, o diretor nacional do Instituto MDT, Nazareno Stanislau Affonso participou de entrevista na CBN do Distrito Federal foi lado da professora da Universidade de Brasília (UNB) Maria Rosa Abreu. A entrevista teve como tema Desafios para o próximo governador: Transporte e Mobilidade.
 
O dirigente do MDT defendeu a implantação de faixas exclusivas para ônibus nos grandes e médios centros urbanos, considerando que podem aumentar a velocidade comercial do transporte coletivo, representando ganho de tempo para os usuários. Ele também recomendou a implantação de projetos de BRT (Bus Rapid Transit) para aumentar e qualificar o transporte urbano e informou que o Instituto MDT vem defendendo a proposta de proibição do estacionamento de veículos particulares em vias onde trafegam ônibus do sistema público de transporte.
 
A professora Maria Rosa Abreu destacou a importância dos sistemas sobre trilhos para os grandes centros integrados a outros modos de transporte. Os dois entrevistados concordaram que o transporte público amplia a democracia nas cidades e é fator de coesão social.
 

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Conselho Diretor do Instituto MDT se reunirá na tarde de 20 de setembro, em São PauloO Conselho Diretor do Instituto MDT se reunirá na tarde de 20 de setembro de 2018, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) – Rua Genebra, 25, 3.º andar, Bela Vista, em São Paulo/SP.
 
Pauta definida. A pauta da reunião prevê os seguintes itens: 1) Inclusão de novos associados; 2) Eleições para o Conselho Diretor e Conselho Fiscal: Comissão Eleitoral e assuntos correlatos; 3) Informes sobre Finanças do Instituto MDT; 4) Assuntos Gerais.
 

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O companheiro de luta Miguel Lobato Silva Morreu em 19 de agosto de 2018, em decorrência de problemas cardíacos, o companheiro , fundador e membro do Instituto MDT Miguel Lobato Silva e da Coordenação do Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU). No jornal Folha de S. Paulo publicou-se um texto que expressa a grandeza de Miguel e a sua importância na luta pelo direito por moradia, que transcrevemos abaixo.
 
MIGUEL LOBATO SILVA (1967-2018)
 
Mortes: Lutou por direito a moradia e doou uma casa que ganhou. Militante paraense foi interlocutor de discussões sobre acesso à moradia
 
Gabriel Rodrigues
 
SÃO PAULO
 
Miguel sabia que se ele e os irmãos não estivessem à mesa ao meio-dia para o almoço não comeriam mais. A mãe deles, Joaquina Lobato, não era de falar duas vezes: a bronca era “braba” para quem a desobedecesse.
 
Na adolescência, Miguel desafiou as ordens da matriarca e saiu de casa de manhã para voltar somente à noite, sem aviso prévio.
 
Não foi a única vez que saiu de sem aprovação da família, e o motivo seria o mesmo por toda sua vida. Miguel era, antes de tudo, um militante. No dia em que “fugiu”, foi participar de uma manifestação.
 
A família nem lembra a causa do protesto em si. Desde a década de 80, o saneamento básico, a mobilidade urbana e o direito à habitação eram preocupações do paraense, nascido em uma área periférica de Belém em 1967.
 
Como um dos coordenadores do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), foi interlocutor habitual em discussões públicas sobre acesso a moradia. Viajava constantemente a Brasília pelo movimento e, entre outras atuações políticas, era membro do Conselho das Cidades, órgão vinculado ao governo federal.
 
Não tinha casa própria. Vivia na da mãe, que morreu em acidente de trânsito e de quem herdou também a afetuosidade e o sangue quente — tinha a reputação de ser firme e, por vezes, grosseiro.
 
A família chegou a presenteá-lo com uma casa. Dias depois, numa tentativa de visita, descobriram que ela tinha sido doada por ele a alguém que achou que precisava mais.
 
Morreu no dia 19 de agosto em decorrência de problemas cardíacos. “Coração grande que não cabia no peito”, diz uma sobrinha. Deixa oito irmãos, quatro filhos e mais sobrinhos do que a família consegue contar.
 

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